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Mutant Year Zero: Road to Eden – Análise – Uma agradável surpresa.

Mutant Year Zero: Road to Eden - Análise - Uma agradável surpresa-02

“Um jogo de estratégia por turnos que combina exploração e stealth em tempo real. Uma surpresa agradável até para quem não é fã do gênero.”

Mutant Year Zero: Road to Eden é a surpresa mais agradável que tive este ano. É um daqueles que jogos em que comecei a jogar sem qualquer expectativa e que, pouco-a-pouco, ficou cada vez melhor. Geralmente, os jogos de estratégia não conseguem cativar-me, mas Mutant Year Zero: Road to Eden provou ser diferente. Se calhar andava a experimentar os jogos de estratégia errados, ou se calhar o título em questão é mesmo muito bom.

Se és como eu e pouco ou nada sabes sobre Mutant Year Zero: Road to Eden, fica com uma breve introdução. É um jogo de estratégia por turnos altamente influenciado por XCOM, mas o contexto é completamente diferente, bem como as personagens. Neste jogo controlamos um grupo de mutantes com habilidades especiais num mundo pós-apocalíptico, onde os vestígios da nossa civilização já estão quase cobertos por vegetação.

Compreendo que o contexto possa parecer banal, afinal, há tantos jogos que decorrem num contexto semelhante, em que a humanidade como a conhecemos atualmente desapareceu. Contudo, a apresentação da história e o carisma natural emanado pelas personagens tornam Mutant Year Zero: Road to Eden num jogo mais interessante do que inicialmente parece.

O jogador é colocado na mesma perspectiva do que as personagens, isto é, no início do jogo não há nenhuma introdução a explicar exatamente o que aconteceu à civilização. Sabemos que a civilização desapareceu, mas como, quando e porquê permanece um mistério. Lentamente, explorando várias áreas, vamos descobrindo vestígios, anotações das pessoas que já desapareceram e pistas do que desencadeou o final da humanidade (as personagens que controlamos já são por si mesmas uma pista).

Gostei particularmente de como o jogo brinca com os mitos que podem ser criados com base no desconhecimento do que ficou para trás. A dado momento, um dos NPCs da Ark (um local seguro para os habitantes deste novo mundo) diz-nos que há um lugar, lá para norte, em que as pessoas vinham de todo o lado para comer a comida dos deuses. Como é que se chama este local? Pizzaria. Mais adiante, descobrimos a Pizzaria do mito, numa área jogável a norte do mapa, e não passa de uma Pizzaria como tantas outras.

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